O perigo dirige ao lado

30 09 2011

Estava eu encarando um engarrafamento na Rua Manoel Barata, no centro comercial de Belém, quando de repente surge em minha frente, invadindo a preferencial, um motociclista fardado em um uniforme verde, acompanhado de três botijões de gás (foto). A todo o momento ele tentava escapar pela lateral, indicando que estaria com muita pressa na entrega do seu material.

 Enquanto ouvia Ney Matrogrosso eu fiquei me perguntando sobre os perigos de queda de um botijão daqueles (gás liquefeito tem um poder altíssimo de combustão, ou seja, risco alto de explosão), ou um acidente envolvendo aquele cidadão apressado, será que não existe nenhuma legislação sobre isso? Será que há legislação e não há fiscalização? Assim que pude, corri e dei uma googada para esclarecer uma dúvida minha, que é de interesse de toda a população, e portanto, tema pertinente ao Militância.

A primeira coisa que encontrei foi um relato de um acidente, o qual transcrevo: “Uma criança de 2 anos morreu, neste domingo (22), ao ser atingida por um botijão de gás em Serra, no Espírito Santo. A menina brincava com outras crianças na frente da casa da avó. O botijão era transportado por um motociclista. Segundo testemunhas, a moto de entrega de gás com três botijões passou pelas crianças em alta velocidade. Um botijão caiu da moto e atingiu a cabeça da garota. A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O motociclista que transportava o gás fugiu e ainda não foi localizado”.

Com o segundo link eu descobri que o transporte de botijões de gás e galões de água em motocicletas está proibido desde o dia 4 de agosto deste ano (sim, 2011!) quando entrou em vigor a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (que eu não consegui descobrir o número porque o site do CONTRAN estava fora do ar). As novas especificações permitem apenas que esses produtos sejam transportados por motos adaptadas com um sidecar (compartimento apropriado para transporte de cargas, acoplado ao lado das motos, também conhecido com cangalha ou reboque).

Com a nova determinação, o Contran pretende aumentar a segurança das pessoas. Mas, segundo apurei, a adaptação das motos ou a aquisição de um novo veículo adaptado pode variar entre R$ 2 mil e R$ 17 mil, o que motiva a resistência por parte dos empresários, no cumprimento desta regulamentação. Mas para isso, a penalidade prevista para quem descumprir a determinação é multa de R$ 127,29 e cinco pontos na carteira. Ótimo, não é? Agora só falta o Poder Público fazer a sua parte e fiscalizar, mas se formos depender dele, muitos acidentes ainda acontecerão.

Acho que serviria de ajuda um disque-denúncia, onde o próprio cidadão poderia fiscalizar, afinal, é para o bem de todos, não?


Ações

Informação

2 respostas

30 09 2011
Yúdice Andrade

Gostei muito da informação relevante que nos trazes, Wirna. Coloquei um link lá no meu blog para a tua postagem. Beijo.

1 10 2011
Wirna C.

Que bom, que foi útil, professor! Beijo =)

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